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CARTÕES DE DESCONTO ESTÃO EM EXPANÇÃO

RIO — Vinte anos depois da implantanção da lei de planos de saúde, o mercado paralelo ao da saúde suplementar está em expansão. A crise econômica que expulsou cerca de três milhões de pessoas dos convênios e saturação do Sistema Único de Saúde (SUS) impulsionaram um mercado paralelo de clínicas populares e "aplicativos de saúde", que funcionam para marcação de consultas com desconto através de apps instalados no celular.

Embora especialistas sejam unânimes sobre o processo de popularização do modelo, não há dados oficiais sobre o crescimento destes estabelecimentos.

Essas clínicas funcionam como ambulatórios e prestam serviços de baixa complexidade e acompanhamento ambulatorial. As consultas variam de R$ 70 a R$ 120 e podem ser pagas em dinheiro ou cartão, com parcelamento em até dez vezes.

Quando surgiram, o principal serviço era de atendimento médico. Hoje, no entanto, boa parte das redes já oferece exames laboratoriais, clínicos e de imagens, algumas com aparelhos de mamógrafos.

A diferença de preço para grandes laboratórios em exames simples, como o de urina, chega a 80% — de R$ 20 para R$ 4. Um exame de glicose pode sair entre R$ 4 e R$ 5,50; o hemograma completo a R$ 20. Para um raio X, o paciente desembolsa de R$ 40 a R$ 60. Algumas oferecem procedimentos como tratamento de varizes, atendimento com psicólogos e psiquiatras.

Para sustentar essa economia, o quadro de pessoal, em geral, é 30% menor que o de outras clínicas, pois, como não aceitam plano de saúde, não têm equipes para lidar com operadoras. Além disso, os médicos não têm carteira assinada, são prestadores de serviço.

Para a família da aposentada Célia Maria Vasconcelos, de 72 anos, a consulta a preços populares substitui um vácuo deixado pelo plano de saúde que ela perdeu este ano. O custo do convênio para ela e seu marido passou de R$ 2 mil, e o casal cancelou o contrato.

— Precisamos, especialmente meu marido, de acompanhamento constante. Tentamos na rede pública, mas não havia próxima data disponível. Decidimos pagar pelas consultas já que meu esposo sofre de Alzheimer e requer cuidados especiais. Quando temos uma emergência, vamos para UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou para algum hospital — explica a aposentada.

Clínica em que Célia Maria Vasconcelos frequenta, a Leve Saúde tem planos de expansão para os dois próximos anos.

— Além de oferecer 70% das necessidades ambulatoriais e de exames, estamos negociando com hospitais parceiros para tentar baratear algumas cirurgias. A ideia é ocupar os horários mais ociosos, como sexta-feira à noite e aos domingos, por exemplo, atendendo casos eletivos — revela João Spínola, diretor da clínica.

Regulamentação das clínicas

No início do ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu as regras de funcionamento das clínicas populares. Entre normas da regulamentação está a proibição de oferecer qualquer promoção relacionada ao fornecimento de cartões de descontos ou cartões de fidelidade.

— Com o aumento do desemprego e a instabilidade econômica dos últimos anos, estas clínicas surgem como alternativa para aqueles que não têm plano de saúde e não querem enfrentar as filas de espera na rede pública. O problema é que, quando se chega a um diagnóstico de doenças mais complexas, o paciente não tem como custear o tratamento — observa Salomão Rodrigues, coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar do CFM, acrescentando que os médicos têm sido atraídos para trabalhar nesses locais pela expectativa de remuneração maior do que a recebida pelos planos de saúde.

De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a média paga por consulta pelas operadoras de saúde era de R$ 73,40 em dezembro de 2016.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os estabelecimentos seguem as normas relativas à infraestrutura e boas práticas em serviços de saúde. Elas estão sujeitas a normas de estados e municípios, e têm licenciamento e fiscalização sob responsabilidade dos órgãos da vigilância sanitária locais. As clínicas precisam de diretor técnico e registro junto aos conselhos de medicina.

Leia mais: https://extra.globo.com/noticias/economia/clinicas-populares-aplicativos-substituem-perda-de-planos-de-saude-nas-familias-22745864.html#ixzz5Q24s5HHD stest




03/09/2018


 
 
 
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